O Vermelho e o Negro
Meus pensamentos perseguem o que mais importa, algo terrível para uma mente que se quer sempre longe.
O que importa tanto?
As pessoas... sempre as pessoas...
É preciso ler...
Quanta dor pode ser mitigada com um romance do século XIX? As páginas de Stendhal me desviam um pouco: qual o preço do poder? Quanto se tem de morrer para consegui-lo? Vale a pena? Estranho. Sinto um certo conforto quando penso nisso. Acho que satisfaz minha necessidade de fingir pra mim mesmo que as pessoas... sempre as pessoas... não importam (não que essa seja exatamente a situação de Julien Sorel, o "herói" de O Vermelho e o Negro). Substituo um valor por uma mentira: o domínio me seduz. Sou um mentiroso... mas minto porque preciso...
Boa desculpa.



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