segunda-feira, outubro 17, 2005

Grito para ser ouvido!


Edward Munch - O Grito (1893)

Relutei bastante antes de decidir tentar novamente escrever num blog pessoal. Sei quanta dificuldade custa manter a regularidade. Esta é mais uma tentativa (houve duas anteriores). Trata-se de tentar botar os pensamentos pra fora, exteriorizá-los, vomitar mesmo. Pelo menos parte deles, claro.

O nome Urbi et Orbi é uma referência à grande rede, a toda essa integração, tudo em toda parte, nada em canto nenhum (virtualmente, se é que me faço entender), esse é o espírito (mundano). Quanto ao domínio religioso, deixo-o para o Papa - ou para quem mais se habilitar, sei lá -, o que não vai me impedir de escrever vez ou outra alguma asneira sobre isso que definitivamente não domino! Mas quem domina, né? O que importa mesmo é o que se pensa a respeito. Afinal de contas, todo pobre mortal tem o direito de pensar a respeito!

A escolha da imagem que ilustra este post (O Grito, do norueguês Edward Munch, quadro pintado em 1893) obedeceu a um critério puramente subjetivo... digo, puramente pessoal: é a minha vontade de gritar, gritar para o mundo. Ah, qual é? Num tem graça gritar pra ninguém ouvir... pra mim, não... e Munch, acredito, deve ter pensado o mesmo. Basta observar o canto superior esquerdo da obra: há duas pessoas ali. Li recentemente outra interpretação, na qual quem grita é a realidade à volta dos personagens. É do Reinaldo Azevedo, diretor de redação da revista Primeira Leitura (Urbi et Orbi é também o nome de uma subseção da revista) - a imagem foi capa da edição do mês de setembro passado. Faz sentido.

No mais, vou indo. Aos poucos vou me deixar conhecer melhor. Muita paz e até a próxima!

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